Investimento em tecnologia somará US$ 3 trilhões em 2019 e põe foco no empoderamento

Os investimentos mundiais em TI somarão US$ 3,8 trilhões em 2019, alta de 3,2% em relação a 2018, segundo o Gartner. A consultoria aponta que o crescimento será puxado por uma mudança do conceito da TI, que deixará de ser uma plataforma para execução de negócios para se tornar um motor de ignição dos mesmos.

Neste cenário, os softwares corporativos seguirão mantendo presença forte, com expansão projetada de 8,5% nos investimentos anuais. Disto, a maior fatia irá para soluções no formato software como serviço (SaaS).

Segmentando, ferramentas de Business Intelligence e Business Analytics terão grande participação neste bolo, com receita estimada em mais de US$ 187 bilhões em 2019, o que, em muito, se deverá à possibilidade de geração de insights trazida por estes sistemas.

O motivo, segundo especialistas, é o poder de decisão e gestão que tais insights proporcionam. Para Douglas Scheibler, CEO da BIMachine, a palavra envolvida neste conceito é “empoderamento”.

“Esta é uma palavra de ordem no momento atual, e não à toa: o termo transborda a esfera social e adentra o universo profissional. Afinal, em uma empresa, o poder de decisão precisa realmente ficar restrito à diretoria?”, questiona Scheibler. “A resposta é não. Na verdade, quanto mais áreas tiverem acesso a informações e ferramentas de análise que permitam entender cenários, mercados, comportamentos, operações, mais inteligência o negócio irá angariar, já que mais cabeças estarão pensando com embasamento sobre ações, atuações, campanhas, estratégias”, complementa.

O CEO aborda a tendência da Terceira Geração de Usuários de Tecnologia, que, conforme o Gartner, é caracterizada pelo amplo acesso e, no ambiente empresarial, cria um conceito de que a informação e o poder de análise desta devem passar por todos os departamentos, o que irá empoderar suas decisões e ações.

“Um empoderamento que galga setores, hierarquias, e culmina em gestão colaborativa, que melhora o fluxo de informação e o feedback contínuo, facilitando a identificação e execução de melhorias necessárias para o crescimento do negócio”, destaca o especialista.

Neste modelo, tecnologias como Business Intelligence, Business Analytics, Inteligência Artificial e Machine Learning podem auxiliar, levando aos colaboradores recursos para extração, integração, organização e análise de dados, o que municiará decisões mais estratégicas e atuações menos operacionais.

A tendência do empoderamento profissional, conforme Scheibler, parece ter vindo para ficar, e passa por outros conceitos globalmente trabalhados atualmente, como estratégias Data Oriented, Data Driven e Big Data.

“Poder, gestão e competitividade parecem caminhar juntos. E a coletividade destes fatores parece ser cada vez mais determinante para estratégias de sucesso”, finaliza o especialista.


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