Conheça as cápsulas de alta velocidade que querem substituir os aviões!

Mais de 110 anos após a criação de Santos Dumont –ou dos Irmãos Wright, você escolhe– o avião ainda é o meio de transporte mais funcional para viagens entre estados e países. Infelizmente o teletransporte ainda está longe de estar na nossa realidade, mas uma cápsula de alta velocidade em um túnel a vácuo periga ser o “avião do século 21”.

O nome desse meio de transportes futurista é Hyperloop, e tem origem num conceito proposto pelo empresário Elon Musk em 2013 e, posteriormente, desenvolvidos por três empresas suas. A montadora de carros Tesla e a de exploração espacial SpaceX cuidam da tecnologia das cápsulas, e a Boring Company cuida das escavações. Daí o nome da empresa –“boring” em inglês pode ser “entediante” ou “perfurante”.

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As “regras” do projeto foram descritas por Musk  neste documento aberto, liberando o conceito para quem quisesse desenvolvê-lo. É como se em um universo paralelo Santos Dumont não tivesse conseguido fazer o 14 Bis sozinho e daí anunciasse: “tenho uma boa ideia chamada ‘avião’, mas seria legal todo mundo tentar torná-la realidade. Quem topa?” (algo que ele na verdade fez, mas com outra invenção sua, o Demoiselle).

No caso de Musk, empreendedores, startups e departamentos de universidade toparam a ideia e passaram desenvolver o novo sistema de transporte. Assim, algumas empresas se formaram em torno da ideia, incluindo a Virgin Hyperloop One, do ricaço Richard Branson.

O que diabo é um Hyperloop?

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Basicamente, é uma cápsula dentro de um túnel a vácuo que viajará a grandes velocidades. Na ambição de Musk, o projeto definitivo do Hyperloop será capaz de chegar a velocidades de 1.100 km/h – superior a de aviões que realizam voos comerciais.

O vácuo é necessário para ter o mínimo de atrito possível, e a cápsula será pressurizada para as pessoas poderem respirar –de novo, como em aviões. O túnel é em circuito fechado, para viagens em loop, como por exemplo nas corridas de Fórmula 1.

Para mover tudo, nada de derivados de petróleo ou de gases. O mecanismo inclui rodas acionadas por motores de indução linear e compressores de ar. Em português: movido a eletricidade convertida em ar comprimido. Este, quando é liberado, impulsiona o veículo pelo vácuo a grandes velocidades.

Na prática, é como um sistema de metrô turbinado, e com muitas outras vantagens em relação ao transporte aéreo: imunidade ao clima, ausência de colisões e baixo consumo de energia.

Há ainda um fator sustentável: Musk acredita que painéis de energia solar no teto dos túneis seriam capazes de armazenar energia suficiente para abastecer os motores elétricos.

Se o Hyperloop vir a luz do dia, no melhor cenário, ele será a melhor e mais barata alternativa de transporte para viajar pelo mundo. Ele teria velocidade suficiente para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro em cerca de 20 minutos. Isso sem contar o transporte de cargas.

No projeto inicial de Musk, cada cápsula poderia comportar até 28 pessoas ou três carros. Porém, com o desenvolvimento nas mãos de diferentes startups, é possível que essa capacidade seja alterada.


Para mais informações sobre tecnologia, fique ligado em nosso blog! 😉

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